domingo, 29 de junho de 2008

A Carta

“Já nem sei o que faço aqui, ocupo espaço, somente…talvez.

O passado está sempre presente, porque nunca foi passado realmente, aconteceu ontem…se não me engano, ontem quando acordei, com a data de há uns meses atrás. E foi por tremendo equívoco que fiquei com o pressentimento que já tinha ido embora, quando na verdade o tempo é mais relativo que a minha memória.

Pensei que podia escrever assim de novo, mas já nem sei do que falo…ou escrevo. Saem palavras que não percebo da boca da caneta que já não controlo. São agora grandes os meus medos, pensava-os extintos outrora.

Era suposto estas letras fazerem sentido…mas já não fazem, rabiscos que perduram no papel que pensei em amarrotar, mas guardei-os, por me fazerem ainda sonhar quando os vejo…porque as coisas sem sentido são difíceis de ignorar…é a teoria do caos aplicada ao pensamento humano.

Mas agora sou eu…já não passas, já não ficas…apenas eu e alguma coisa cá dentro que me acorda todos os dias do silêncio e me faz tentar perceber o que faço aqui.”


[...But, I am no gentleman, I can be a prick,
and I do regret more than I admit.
You have been followed back to the same place I sat with you drink for drink.
Take the pain out of love and then love won't exist...]

(The Academy is - "Everything we had")


*Algo que escrevi enquanto ouvia "Please read the letter" by Robert Plant & Alison Krauss, ontem à noite! (a musica encontra-se no Youtube).

quinta-feira, 26 de junho de 2008

To listen...



Uma boa sucessão de musicas do álbum Nostradamus... a ouvir!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Dedicated to...Me


Aguentava aquele sorriso na cara
não fosse o tempo pesado demais.
Tudo por um sorriso
que não sabia já ter...

E se agora...sorrio é como se estivesse a esquecer.

[ Smile like you mean it ]

terça-feira, 24 de junho de 2008

Centerfold



Aqui está :D Uma daqueles tempos em que me sentava ao pé do rádio quando ainda o que vivia era uma miniatura de mim.

Bom de ouvir de novo!

domingo, 22 de junho de 2008

Don't...


(You've got the fear, by ChixOr, deviantart.com)

Tenho medo

de carregar no botão errado e fazer tudo voltar atrás
porque ainda faziam sentido aquelas coisas....[as coisas]
já não sei que nome lhes chamar.

Tenho medo agora de ti,
só não consigo ir-me embora, não sei bem porquê
Só não me deixes ir...

e as coisas, essas....
são feitas de memórias que quase esqueci
não fosse a teimosia delas em voltar...

Não me deixes ir...agora que eu quero ficar.
[Tenho medo].

*Escrito uma noite destas, quando não conseguía dormir.


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Helden



Simplesmente perfeito. Soa a uma versão bastante modificada da musica "Heroes" do David Bowie cantada num belíssimo alemão por Till Lindermann dos Rammstein e acompanhada pela musica dos Apocalyptica. Musica saída directamente do álbum mais recente dos Apocalyptica (Worlds Collide), belo álbum, por sinal.

A ouvir, que soa simplesmente bem. Todos os comentários à musica serão bem vindos.

terça-feira, 17 de junho de 2008

O Pôr do Sol é Mais Bonito...Aqui


(The warm sunset, by ssilence, deviantart.com)


Eram 3 da manhã, naquela dia.


Ergui a caneca e bebi, somente para matar a insónia que se levantava aqui ao pé de mim.
Costumava nascer e agora, já nem morrer conseguía. E o dia? esse parecia-me apenas mais uma daquelas longas metragens sem graça nenhuma e cuja monocromia as faz parecer ainda mais enfadonhas.

Eram somente 3 da manhã, naquele dia e dessa hora nem rasto agora se via. Exagerados eram os contornos da noite que ficaram no meu rosto daquelas horas em que fingia que dormia, para que os pensamentos me deixassem em paz, afinal eles não são atraídos pela letargia.

E quando o dia estava no seu auge - O Fim -
Disseste-me que o pôr do sol era mais bonito aí e eu...acreditei em ti.


sábado, 14 de junho de 2008

Last of the Wilds




Little bird! O little bird!
I wonder at what thou doest,
Thou singing merry far from me,
I in sadness all alone!

Little bird! O little bird!
I wonder at how thou art
Thou high on the tips of branching boughs,
I on the ground a-creeping!

Little bird! O little bird!
Thou art music far away,
Like the tender croon of the mother loved
In the kindly sleep of death.



*
Um poema Celta que tinha para aqui guardado, desconheço o autor, mas continuo a gostar do poema (Quem não o perceber sinta-se livre para perguntar). Acompanhado agora pela musica do álbum mais recente dos Nightwish e também uma das minhas preferidas.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

When a Blind Man Cries



Wondering, whether the tears would be as dry as a blind man's eye,
Never said, never lied,
just right now, my tears became that dry.

(By Polvora)

*Porque a alma também precisa de ser alimentada de vez em quando...perfeito e ao vivo, é o que se quer!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Lost


(Never forgotten, by rahll, deviantart.com)


Não esqueci,
aquelas tempestades humanas que
mais tarde os silêncios vinham a encobrir.
E das saudades apenas fica a sensação de que não voltam
e se voltarem...eu não esqueci.


domingo, 8 de junho de 2008

Musica de Sempre...aqui...agora!



Uma que oiço quando não existe muito que pensar dentro da minha cabeça...aquele tipo de musica que vai buscar memórias e que mesmo assim se consegue adequar aos dias de hoje, não obstante a musica também ser engraçada de ouvir.

If I ever leave this world alive - Flogging Molly

A ouvir simplesmente, para quem gostar. Quem não gostar aceitam-se reclamações também.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Palavras Desenhadas

Há palavras que se desenham. É como se o mais fino traço significasse não aquilo que entendemos mas aquilo que nunca pensamos.

Palavras que devoram a caneta com tal pressa que não sabemos bem como acabam ou porque começaram e se achamos que se calam elas continuam a falar.

Emprestam-nos os seus sentimentos em troca do que sentimos e, na ilusão de querer decifrá-las ignoramos a sua complexidade e sem querer caímos no ridículo de pensar que é assim...quando era doutra maneira.

E quanto mais se desenham mais dizem sobre nós e o estranho disto tudo é saber que não estamos sós, que as palavras que são ditas ao nosso ouvido não somos nós que as dizemos para nosso auto-contentamento.

São palavras que o desenho afogou, porque perante ele já não são precisas. E deve ser então agora, que esticamos os braços e descansamos na areia sem mais nada para dizer nesta história de uma vida inteira.






*Fica um agradecimento a quem teve a paciência para me fazer o desenho! lol :P

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O melhor que a escrita tem


(Walk with me, by werol, deviantart.com)

Quem foi? O que foi?

O que somos?

Não há resposta. Passamos.

Não fomos. Éramos.
Outros pés, outras mãos,

outros olhos.
Mas aprendi muito mais
com a grande maré

das vidas, com a ternura

vista em milhares de olhos

que me viam ao mesmo tempo.


Pablo Neruda

*Desafio quem quer que seja a dizer algo mais inteligente do que isto!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Gone


Fugi, daqui para onde fui
Escondi, o rosto nas minhas mãos.
Fugi, juntei os pés e saltei depois
Mas ainda não caí no chão.
Já não me encontrei ali,
onde me tinha combinado
Fugir foi então um acto consagrado.


segunda-feira, 2 de junho de 2008

High & Dry



Uma que estava para aqui a ouvir! Que falta senti a semana passada de ouvir boa musica, mas e depois? também sinto falta de muita coisa e nada disso é capaz de interessar a ninguém para além de mim.

Fica mais uma já com alguns aninhos, creio que seja de 95 ou 96 por aí, não me apetece ir confirmar isso agora, até porque as incertezas é que fazem o mundo girar...digo eu. A ouvir...digo eu também!

domingo, 1 de junho de 2008

Acampamento

Era tudo mar e mar, sabia ir mas não queria voltar.

Ericeira aquele sitio ventoso, que deu lugar a um acampamento que teve de tudo. Foi de facto um encontro de estudantes de enfermagem engraçado! E desde já, uma especial saudação ao pessoal de chaves, que apesar de todo o barulho que faziam todos os dias por volta das 6 da manhã eram gente muito porreira, tenho pena de não ter encontrado o meu amigo de vila real, mas fica para a próxima afinal a gente era tanta que não podia encontrar todos.

Conferências, bebedeiras, charros (para quem os quisesse!), musica pimba que até doía de ouvir, carrinhos de choque que faziam hematomas daqueles porreiros que depois podíamos mostrar ao pessoal (e mesmo assim o pessoal ia lá!).

Os poucos dias de sol, passados a secar aquilo que a chuva tinha molhado (quase tudo) e aquelas massas que enjoei, comer pão com pão ao pequeno almoço...essa parte nem comento.

Coisas bonitas? O mar sem duvida, afinal estávamos numa das terras do surf. Sem descurar a cidade em si, que era simplesmente bonita com todas aquelas casinhas, a única coisa que me chateou foi de facto o preço das coisas, mas ainda deu para jantarmos todos fora.


Palavras como obstipação, escaldão, massas e fino, foram muito utilizadas, ao passo que outras como banho ainda que fossem ditas eram quase impossíveis de realizar excepto aquelas horas em que ninguém estava nas casas de banho, mas depois chocavam com as horas de dormir, se é que se pode chamar àquilo dormir.

Uma mais valia? Os companheiros de tenda, uma tenda de 3 que chegou a dar para 5 é obra de arte certamente. Enfim, outra saudação especial também para a minha colega e os meus dois colegas que partilharam a tenda comigo e que faziam das horas de sono algo impossivél tal era a vontade de falar e não deixar dormir os outros.

Um abraço especial ao pessoal que se dava ao trabalho de levantar de madrugada e abanar a tenda gritando "Alvorada", era de facto o que eu precisava naquela hora, nem sei como adivinharam!! (Se eu vos apanho!!!!!)

Pessoal da Guarda e do Porto, um especial obrigado pelas horas a que chegavam às tendas a proferir palavras que eu nunca ouvi na vida mas que só por si tinham graça!

A verdade é que sobrevivemos todos, divertimo-nos, mal dormimos, rogamos pragas à chuva, houveram dias em que demos por nós a jogar aos países dentro da tenda tal era a tempestade. Devíamos ter lançado os búzios antes de ir, evitávamos ter levado com chuva e vento maior parte dos dias.

E, o que trouxe eu para casa? Um mala oferecida pela organização do evento, uma pulseira, um tererê no cabelo, uma camisola preta com o simbolo do evento (bem Bonita!), um diploma de participação nas conferências, montes de roupa para lavar e uma experiência que vou recordar sempre.

Ultimo dia foi passado na casa da minha madrinha, na ericeira, "comida, cama e roupa lavada" foi um dia engraçado também.


Um abraço para todos, no final até valeu a pena e eu ainda não consegui digerir aquele concerto do Zé Cid...está-me atravessado algures entre o primeiro e o segundo neurónio e mais não digo!

Fica aqui, por fim, uma das musicas que se ouviram, abstenho-me de avaliar a musica:



E viva o ENEE!