“Já nem sei o que faço aqui, ocupo espaço, somente…talvez.O passado está sempre presente, porque nunca foi passado realmente, aconteceu ontem…se não me engano, ontem quando acordei, com a data de há uns meses atrás. E foi por tremendo equívoco que fiquei com o pressentimento que já tinha ido embora, quando na verdade o tempo é mais relativo que a minha memória.
Pensei que podia escrever assim de novo, mas já nem sei do que falo…ou escrevo. Saem palavras que não percebo da boca da caneta que já não controlo. São agora grandes os meus medos, pensava-os extintos outrora.
Era suposto estas letras fazerem sentido…mas já não fazem, rabiscos que perduram no papel que pensei em amarrotar, mas guardei-os, por me fazerem ainda sonhar quando os vejo…porque as coisas sem sentido são difíceis de ignorar…é a teoria do caos aplicada ao pensamento humano.
Mas agora sou eu…já não passas, já não ficas…apenas eu e alguma coisa cá dentro que me acorda todos os dias do silêncio e me faz tentar perceber o que faço aqui.”
[...But, I am no gentleman, I can be a prick,
and I do regret more than I admit.
You have been followed back to the same place I sat with you drink for drink.
Take the pain out of love and then love won't exist...]
(The Academy is - "Everything we had")
*Algo que escrevi enquanto ouvia "Please read the letter" by Robert Plant & Alison Krauss, ontem à noite! (a musica encontra-se no Youtube).







