quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A carta

(Sunflower field, by Konijntje, deviantart.com)


Sentada aqui de lareira acesa na esperança de aquecer os pensamentos que te quero escrever. Escusadas são as palavras que não irias entender, resumo-me apenas àquele estranho sentimento de não gostar de te ver sofrer...Noites sem dormir, passadas à beira da lareira...no parapeito da janela....eu sei lá, tantos foram os sítios que consegui encontrar. Passaram, no entanto, não desejo que voltem.
Tantos foram os pensamentos que se iam neutralizando uns aos outros, até agora só restar a vontade de, nada mais do que uma estranha habilidade de não me deixar ficar.
Belas, as questões...pertinentes, mas sem resposta, igualo-as a tudo aquilo me faz sofrer: 0! ponho-lhes os pés em cima e desaparecem...
Vês esta mão? Agarra-a, que mais não seja para dizeres que algum dia a tua mão tocou na minha...
Bora lá voltar a esses campos onde tudo um dia teve aquela luz própria, onde as auras não tendiam para a extinção.

Assim, assino esta carta meu amigo...

domingo, 25 de novembro de 2007

Acordes


Escreves letras sem sentido, dou-te os acordes....ao som daquela musica, junta-se a minha duvida...e canto-te...ouves-me?....não! serenamente componho-te mais meia dúzia de pequenos acordes, que me soam bem....leio aquela letra que escreves-te, sem sentido, soltam-se as palavras à medida que te digo as notas...certas, perfeitas...ainda levam tempo a chegar ao teu ouvido. Acordes, silenciosos.....baixam de tom, essa musica continua sem fazer sentido....mas que sentido lhe poderíamos alguma vez dar...?

sábado, 24 de novembro de 2007

Pensei

Por momentos pensei que tinhas falado! Galguei a fronteira do sonho...e reconheci coisas que nunca tinha visto, falaste-me de coisas utópicas e, em todas elas achei haver verdade, quando mais não havia do que pura maldade. E sofri, porque mesmo sabendo que as verdades eram mentiras...de facto acreditei nelas!
Enganas-te, ao pensar que na mente dos sonhadores não existe mais do que o sonho! Existe talvez uma realidade tão mais apurada do que aquela em que vives tu.
Era bonito aquilo que um dia existiu....ou não! agora já nem sei....ajuda-me...


segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Moving on:


Andando, vou-te puxando com o intuito de conseguir sair daqui....depressa, o tempo é tão relativo que ao darmos por ele, já passou e nós ainda aqui.
Caminha, vai-me mostrando onde se deve ir, onde quero chegar, vai-me dizendo quem vês partir para eu poder acenar.
Vai tirando do caminho o entulho (que dele não preciso) para não magoar mais os pés neste caminhar, vai sorrindo de vez em quando para eu não pensar que me estás a enganar.
Barreiras?...não as ouses entender, tempo é algo que não podemos perder, remete-te apenas para a dissecação desses caminhos para que eu possa passar e, quando vires algum buraco onde me possa enfiar...grita, abana-me para eu acordar.
Caminhos direitos, que não são mais que rectas de regressão linear, cuja perfeição assenta em não se deixarem desviar.
Aleatoriamente deixo-te escolher os caminhos, por onde sabes que quero passar e, vais gritando a quem no caminho se encontrar "Então?! já é tempo de deixar passar a vontade de mudar!"
E claro que ninguém me ouve ou vê, moro na tua cabeça (ali aconchegada no espaço definido pelo rochedo temporal), segredo-te apenas a certeza de que o caminho que seguimos nos leva para fora daqui....


domingo, 18 de novembro de 2007

Against all odds



Para além de sermos nós
somo também a parte que faltava nos outros,
Caídos mais uma vez no esquecimento,
Entoamos cânticos,
que mais não são de que um ultimo grito.
Então grita...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

About crying...




Porque haveria eu de chorar se tu.....que o devias fazer, não o fazes? Inútil, agora, verter lágrimas sem que sejam de felicidade....porque estranhamente gosto de ti.....porque sempre tiveste algo.......pensamentos, meus amigos.....puros pensamentos. Fica ao menos a boa musica que se ouve.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

State of mind



Cabelos, de um castanho ainda dourado,
arrumam-se,
desfazem-se....é passado.
Paisagens de memórias,
aconchegadas por um sorriso,
verdes lembranças,
do que ainda sinto.
Arrumem-se para aí.
Penteia-te ao menos...."não quero", diz ela a sorrir
sem que ninguém lhe negue essa vontade de rir.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

...E, diz ele que o mundo apenas se resume a todo aquele inutil sentimento....é como acordar e ver o pôr do sol, enquanto todos os nossos músculos entram em espasmo para prolongar qualquer réstia de vida...Vivemos só para saber que não estamos mortos.

domingo, 11 de novembro de 2007

Rebelde

She's a rebel
She's a saint
She's salt of the earth
And she's dangerous

She's a rebel
Vigilante
Missing link on the brink
Of destruction

From Chicago to Toronto
She's the one that they
Call old whatsername

She's the symbol
Of resistance
And she's holding on my
Heart like a hand grenade

Is she dreaming
What I'm thinking
Is she the mother of all bombs
Gonna detonate

Is she trouble
Like I'm trouble
Make it a double
Twist of fate
Or a melody that

She sings the revolution
The dawning of our lives
She brings this liberation
That I just cant define
Nothing comes to mind
(...)

sábado, 10 de novembro de 2007

Há coisas...

Há coisas que, diz quem sofre, são puras maldades....ingénuas vontades de querer ir mais além! Há coisas, sem nexo, sem razão...opiniões que vão de mão em mão sem que alguma vez as consigamos entender. Há coisas....de certo as há, que no meio desse místico de vontade e estupidez, aceleram qualquer réstia de lucidez da qual éramos dotados........Há coisas....para todas elas, uma boa dose de Tiopental deveria chegar!


terça-feira, 6 de novembro de 2007

domingo, 4 de novembro de 2007

Numa de poesia...

Desta agitação para a calmaria que apenas o meu próprio sorriso me pode dar, arrumados os trapos da melancolia, ainda os consigo ver por ali a rodopiar. Desconheço, a virtude de tal sentimento e tão pouco aquilo que o faz crescer...folgando de noite, durante o dia é assim que me apresento, na esperança de algum dia aprender a viver. E são muitos, os sorrisos que te posso dar....nenhum deles, no entanto, é capaz de igualar aquele que apenas a tua presença era capaz de despontar.
Erguem-se, porém gritos de ajuda......de poetas sem fé, amores sem cura...o que faz de ti, poesia, a mais fina e pura, sensação de estética que agora posso ter.

Saudades! Sim... Talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar

Mais a saudade andasse presa a mim!

(Florbela espanca, Saudades)

sábado, 3 de novembro de 2007

Dar a conhecer

Resumo-me hoje a dar a conhecer esta excelente rapariga, que bem merece, amiga de uma amiga minha.....acho que vale mais ouvi-la do que ler o que escrevo aqui. Ana Free de seu nome, escolhi uma ao calhas que me pareceu boa....siga, espero que seja do vosso agrado




E digo eu.....as coisas já foram assim um dia.....se ao menos isso não me fizesse sentido agora apenas a mim.

...And I never wanted to say goodbye (mike and the mechanics, looking back)