quarta-feira, 22 de outubro de 2008
sábado, 18 de outubro de 2008
Midnight Talk

- Existem várias possibilidades..
- Quantas ao certo?
- Várias...contadas pelos dedos invisíveis do tempo...
- Desconheço tal conceito.
- Também eu, mas existem e não são apenas cinco...
- E com que fundamento dizes isso?
- Com o fundamento de nunca os ter visto, o que os torna mais prováveis...
- Ah! metafisico estou a ver...
- Não, apenas invisível, como na ciência as partes mais importantes são as que não vemos.
- Esqueci-me que eras cega!
- Pois...
- Não faz mal...por momentos também eu esqueci que era isso...
- Cega?
- Não...parva!
...
Apeei-me e a simplicidade dos passos traduziu-se num chegar solitário ao outro lado do quarto, enquanto a noite fazia esquecer que lá fora, há algumas horas atrás, existira de facto um mundo que voltaria a chegar amanhã de manhã pela hora em que eu dormia e desapareceria, também a tempo de eu o não ver.
Achei que era estranho, mas calei-me perguntar o porquê ao silêncio não me pareceu enfim...honestamente possível, seria tirar-lhe a sua natureza e pedir-lhe para deixar de ser o silêncio.
Aumentei a parada, e em vez de ficar à espera que algo me caísse em cima, como Newton. Fugi dali, sem dizer nada e tendo o silêncio como testemunha.... que fuga mais bem consumada.
Nunca me esqueci da estrada que me levava até aí...ou talvez os pés soubessem o caminho melhor que eu e deixei-me apenas levar...quando achei impossível parei dei meia volta e aqui me vês...sentada, a contar as estrelas pelos acordes da guitarra.
- Que fazes amanhã?
- O mesmo que hoje...
- Como consegues?
- Não consigo, faço porque sim...como faço "porque sim" milhões de outras coisas.
- Um café à beira da praia?
- Achas???
- Porque não?
...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Asturias
Faz sempre bem voltar às origens das coisas! E de facto melhor mesmo do que tocar uma guitarra eléctrica é saber dominar a guitarra clássica...eu cá, continuo da gostar da primeira, mas a segunda continua a fascinar-me.
Enjoy it!
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Tempos
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
Waltz
Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my thoughts
Let me sing you a waltz
About this one night stand
You were, for me, that night
Everything I always dreamt of in life
But now you're gone
You are far gone
All the way to your island of rain
It was for you just a one night thing
But you were much more to me, just so you know
I don't care what they say
I know what you meant for me that day
I just want another try, I just want another night
Even if it doesn't seem quite right
You meant for me much more than anyone I've met before
One single night with you, is worth a thousand with anybody
I have no bitterness, my sweet
I'll never forget this one night thing
Even tomorrow in other arms, my heart will stay yours until I die
Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my blues
Let me sing you a waltz
About this lovely one night stand.
sábado, 27 de setembro de 2008
Action
São muitas as palavras que não conseguem colmatar os buracos de insatisfação, seguidas pelos pensamentos vãos que deixaram ainda por pensar e que colidem talvez com a existência...com o porquê de estarmos aqui, ali...onde quer que seja. E as muitas relações assépticas que estabelecem connosco e lhes dão a importância que nunca tiveram senão na "terra do nunca" ou na cabeça de alguns (se é que se pode chamar àquilo cabeça).
Esgotam-se lágrimas, que agora quando caem já são devido a nada em concreto são apenas para alivio, ou para limpar os olhos da poeira de indecisões que um dia tivemos e tendemos a rir daquilo que um dia nos fez chorar, porque o humor é o tal antídoto social, o lubrificante da alma, aquilo que nos faz perder a razão e enveredar pelo prazer de estar disposto a ver as coisas de modo diferente quando olha-las dos olhos dos outros as distorcia e tornava feias, porque o tempo é infinito mas nós não gozamos da mesma propriedade (Excepto, talvez, o Highlander e o Pinto da Costa!).
Dizem que a ultima coisa que se perde é a orientação em nós próprios, seria isso perder a dignidade? viver ao lado de nós mesmos (talvez...). A vida são muito mais do que uma série de porquês, porque ninguém nunca lhes dá resposta (e isso sei eu), a vida são 7 dias de sol e escuridão, que se repetem até ter de deixar de ser e a sua essência está em nós (e um bocadinho nos outros).
terça-feira, 23 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Antichrisis
Enjoy it! Cheers!
domingo, 14 de setembro de 2008
Where Lies My Butterfly?
Existem coisas que se deixam ver, outras que sentimos e nem queremos saber, eu apenas invento histórias que não são mais do que memórias e acredito naquilo que me dizem, ninguém nasce por nascer e quando se morre…não é por querer. Existem coisas que não entendo e nem quero entender e há dias em que choro talvez sem querer ou por ainda ter uma ponta de estupidez cá dentro [talvez].
E agora é impossível não ver como os papéis estavam distribuídos e eu nem sequer fiz audição para nenhum deles, fiquei com os restos que ninguém queria e por puro egoísmo recusei-me a dá-lo a outra pessoa qualquer, quando o papel não era claramente para mim [assim se viu depois no fim].
Dos dias que passo sem dormir, com a cabeça fora da janela a tentar cheirar aquela pontinha de vida que ninguém pode tirar, sinto que cada dia pode acontecer aquilo que nunca acontece e mesmo assim…tudo o que brilha pode sempre ser ouro ainda que agora tenha apenas sido chapa a brilhar à luz daquele lampião.
Enganei-me ao pensar que podia ser diferente, daquela vez.
Mas continuo a sonhar com aquela borboleta que estica as asas esvoaça num céu que nunca foi meu, esvoaça incerta pela exactidão do tempo...enquanto nós nos ficamos por aqui a pensar no que teria sido, esvoaçar alegremente por aí fora sem ter a tentação de te pensar.
Don’t wonder how, don’t ask me why
But I believe what I’d been told
"All things that glitter can't be gold"
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Neverland
Seria tudo isto apenas um sonho, se eu escolhesse sonha-lo ou igual aos pesadelos que tenho ainda assim eternamente presos num certo tempo e num certo espaço que escasseie-a de exactidão e então tudo teria muito mais sentido…e quando sorrisse não estaria apenas a sorrir para o ar, quando falasse não o faria só para mim.
domingo, 7 de setembro de 2008
Red Right Hand
designed and directed by his red right hand.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Lifeless Chat
A vida não poderia nunca correr pior, nem que fosse pensada ao pormenor ou pintada de cores agonizantes …exagerada, talvez quando inesperada possa tomar essa forma, mas não assim com este aspecto, sem chegar ao cúmulo da anacronia, morreu ao pensar que podia naquele dia ser diferente, quando era apenas mais um dia que lhe passava e sorria com aquela ironia contagiante que puxa para o lado da fantasia.
Era a vida não vivida que fazia as delícias da ignorância de não saber ao menos como teria sido…não teria porque foi extraviado e na vida não há perdidos e achados apenas silêncios que se encaixam no orgulho de cada um e se perdem na memória do tempo – na história.
E é lá fora quando o sangue me gela que perco a razão e penso: das duas uma ou a minha acuidade visual está de novo a ficar duvidosa e preciso de lentes novas para divisar melhor os cantos às coisas ou a filha da mãe da vida saiu porta fora e foi morar para outro lado!
Leveza ou peso, chamemos-lhe os dois por culpa da ambiguidade que a causa proporciona e se de facto o eterno retorno se verifica mesmo, a vida então não deixa de ter mais sentido por isso porque de encontro a esse retorno eterno vai a mesma conclusão de viver tão sem sentido que repeti-la dá apenas vontade de vomitar mas depois por essa lógica ainda retornava para vomitar indefinidamente como se o amanhã fosse uma mera cópia do presente, i.e., “como se não houvesse amanhã”… E do lado oposto da vida que nos prega partidas mas volta sempre para recompensar, está este lado…em que nada disso acontece, nada disso é ensaio porque nada disto é teatro…é como fazer um desenho com um caneta e não ter como apagar aquilo que, sem querer, errámos…mas errámos com classe, porque acabámos de nos condenar a qualquer coisa que se sente o cheiro mas não se sabe bem o que é…porque de facto não tem forma.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Soulweeper
I found the meaning of those meaningless words
unrated thougths
and spotless jokes.
When lie was a conquer
and truth should by all means die
i found the reason not to cry
those ancient tears of bloody broken desire...
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Down Under
5 da manhã que há de melhor para fazer a essa hora? Ouvir um CD que tinha para aqui de musica dos anos 80...aqui fica uma das boas que lá estavam! Cheers! and oh! mind his eyes!!
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Foreign Americans
Era quase meia noite naquela rua, em todas as outras a hora era uma qualquer que não interessa mas ali era meia noite…havia daquela gente por todo o lado e ali estava eu, enganada talvez, não cheguei a perceber limitei-me a andar e aquele cheiro podre das sarjetas dava-me dores de cabeça era como se tudo aquilo gritasse, mas ninguém conseguísse ouvir e encostadas os postes de iluminação haviam pessoas como que a segura-los, talvez, para que não caíssem os postes e sobretudo elas próprias.
Dizia-se que aquela era a rua onde toda a gente alguma vez na vida teria que passar…e eu já lá passei tanta vez e nunca soube porque é que aquele lugar esquecido na esquina da 7th Street com a Bell Road (Phoenix, Arizona) fazia parte dos roteiros de “Places you must go to”.
- “The Grand Canyon State at it's best”, pensei; Cheguei ao ponto em que voltar para trás era ainda pior do que seguir em frente…se todos os caminhos iam dar a Roma aquele de certeza não era um deles, provérbio estúpido! Entrei no primeiro bar que vi e pedi a primeira coisa que consegui dizer Budweiser e foi enquanto bebia que reparei na multidão de pessoas que se refugiava naquele bar, com o mesmo propósito que eu? Não consegui perceber, entre gargalhadas o copo ia esvaziando e o fumo já me fazia arder os olhos, saí desesperadamente e então aquele ar de fora já não me pareceu tão encardido…
Eram 2 da manhã e estava na cama enquanto o vizinho do lado gritava uma data de palavrões que as paredes abafavam e faziam incompreensíveis…estava triste, adormeci, esqueci a rua e todas aquelas figuras esquisitas que a adornavam àquela hora, sempre pontuais...
“Home of the brave and land of the free…wonder if that can be”
sábado, 23 de agosto de 2008
Push the Tempo
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Life Wanted
*Apenas um Devaneio e uma musica que estava a ouvir
I remember you..
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
(In)genuidade dos Loucos
Os dias revelam a sua magnitude perante aqueles a quem o tempo parece não ter já o mesmo valor – os dias já passam devagar, é esse o problema ou se calhar demoram-se mais a vê-los passar e, já se sabe, o contar dos minutos representa algo próximo da perpetuidade.
Perante os disparates que acertadamente são ditos, ora porque o vento passou e as palavras simplesmente voaram, ora porque o dogma tomou conta do pensamento e dizê-lo parece mais fácil quando se pensa que ninguém o pode refutar, perante isso julguei que a verdadeira loucura não provém dos loucos mas, talvez, daqueles que acertadamente dizem os disparates na hora certa e completam-nos com acções que o mundo aplaude e depois se põe a pensar se aquilo faz sentido.
Insano é julgar que o principio da loucura [porque hoje em dia se faz da loucura um principio!] não sustenta muito daquilo que aconteceu até agora e muito daquilo que estamos agora a pensar e que vamos depois fazer.
Por isso digo que os dias se revelam grandes àqueles a quem o tempo já passa devagar, porque a loucura vem de tentar segurar aquilo que, por razões antitéticas à verdadeira razão humana, não pode ser «segurado»...
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Até...
Até dia 15 de Agosto...desejem-me apenas boa viagem.
Só queria que.....esquece...se calhar nem importa...
Até...
Dos males que passei
Fiz do amor uma saudade de ti
E nunca mais amei
Deixei nos olhos teus
O meu último olhar
E ao bem do amor
Eu disse adeus
Caminho o meu caminho
E nos lugares que passei
As pedras do caminho
São o pranto que chorei
Escondo nas minhas mãos
Carinhos que eram teus
E guardo a tua voz
No poema do adeus.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
The Waiting Place
"Do you dare go in?
How much can you lose?
How much can you win?
And if you go in,
should you turn left or right?
Or right and three-quarters?
Or maybe not quite?
You can get so confused...
that you'll start in to race...
down long wiggled roads
at a break-necking pace...
and grind on for miles
across weirdish wild space...
headed I fear towards
a most useless place...
the waiting place.
For people just waiting.
Waiting for a train to go...
or for a bus to come...
or a plane to go...
or the mail to come
or the rain to go...
or the phone to ring
or the snow to snow...
or waiting around
for a yes or a no...
or a string of pearls
or a pair of pants...
or a wig with curls...
or another chance."
terça-feira, 22 de julho de 2008
Monkey Business
Just Monkey Business!
domingo, 20 de julho de 2008
Todesengel
Exímia forma de estar…de ver ou mesmo de conceber projectos que definem as adversidades que conheço, como meros “nadas” que prosperam nas suas sombras.Ideias macabras, experiências falhadas, unicamente para satisfazer o gozo humano de as ver acontecer e aplaudir o seu desfecho.
Imagina o que aconteceria no mundo de agora Todesengel, imagina com que leveza te fariam o mesmo…ou talvez não, talvez te dessem os 435 mil anos de prisão que só fazem mesmo rir à gargalhada quem ouve tal sentença, chamemos-lhe uma morte anunciada e sobre ela poderiam ser escritas crónicas, em vez disso trancam-se celas e calam-se bocas.
Prosperamos agora num mundo em que ninguém sabe de ti mas toda a gente te conhece e os que podiam falar…não o fazem, os que nascem agora apenas te lêem e, Todesengel…que figura pérfida te tornaste, que insulto para o mundo.
*Imagem de deviantart.com
sábado, 19 de julho de 2008
(Pro)fundo
Cheguei ao fim.
E a saída foi pelo fundo, nem pensei sequer que pudesse ser por outro lado, o sinal estava bem estampado na porta, ou saías ou ficavas…dei-me a escolher. Saí…por ti, não quis lá ficar e se alguma vez começar de novo a pensar que o fundo é um beco sem saída, talvez me lembre que foi de lá que um dia eu saí…e que isso foi somente por ti, que já não queres saber.
Dei-me ao luxo de chegar cá fora e perguntar “Quanto tempo estive eu ali dentro?”…e a resposta que obtive foi no mínimo elegante, despreocupada…que foi apenas um dia que ali tive, comecei a achar que os dias ali transitavam para a eternidade...
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Fullmoon
Uma das minhas favoritas deles depois da "Tallulah"...para preparar para o meu exame amanhã...wish me luck!
Enjoy it!
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Heavenly Hell
Dou-te a escolher.
Queres ser um anjo no inferno,
ou um demónio no Céu?
quarta-feira, 9 de julho de 2008
(In)acabado
Acreditei que eras....
não quis pensar que fosses..
esperei que viesses,
como quem vem perguntar as horas...
terça-feira, 8 de julho de 2008
The Piano Tribute to Iron Maiden
Do álbum com o mesmo nome, de 2005, achei porreiro o álbum...aqui fica uma das 12 que se podem ouvir lá.
domingo, 6 de julho de 2008
Have you ever looked at the sea?
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Posição do Silêncio
As pedras começam a cair,
desmoronam o lugar em que assentava o coração,
com a idade a desfazer-se sem que possas acudir
a tua própria sombra soterrada
e uma última lembrança antes
de susteres a respiração.
Pores-te assim no silêncio
requer levitação, pureza, lábios de névoa.
Atravessas a água baixíssima
e as imagens começam a rodar nos dedos.
Levas as mãos à cara, procuras uma linha,
um traço antigo gravado pelo fogo.
Páras diante do total esquecimento.
É hora de bordar um outro movimento no espaço.
Levas a agulha à pele virgem e escreves
- Inicias o segredo.
domingo, 29 de junho de 2008
A Carta
“Já nem sei o que faço aqui, ocupo espaço, somente…talvez.O passado está sempre presente, porque nunca foi passado realmente, aconteceu ontem…se não me engano, ontem quando acordei, com a data de há uns meses atrás. E foi por tremendo equívoco que fiquei com o pressentimento que já tinha ido embora, quando na verdade o tempo é mais relativo que a minha memória.
Pensei que podia escrever assim de novo, mas já nem sei do que falo…ou escrevo. Saem palavras que não percebo da boca da caneta que já não controlo. São agora grandes os meus medos, pensava-os extintos outrora.
Era suposto estas letras fazerem sentido…mas já não fazem, rabiscos que perduram no papel que pensei em amarrotar, mas guardei-os, por me fazerem ainda sonhar quando os vejo…porque as coisas sem sentido são difíceis de ignorar…é a teoria do caos aplicada ao pensamento humano.
Mas agora sou eu…já não passas, já não ficas…apenas eu e alguma coisa cá dentro que me acorda todos os dias do silêncio e me faz tentar perceber o que faço aqui.”
[...But, I am no gentleman, I can be a prick,
and I do regret more than I admit.
You have been followed back to the same place I sat with you drink for drink.
Take the pain out of love and then love won't exist...]
(The Academy is - "Everything we had")
*Algo que escrevi enquanto ouvia "Please read the letter" by Robert Plant & Alison Krauss, ontem à noite! (a musica encontra-se no Youtube).
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Dedicated to...Me
terça-feira, 24 de junho de 2008
Centerfold
Aqui está :D Uma daqueles tempos em que me sentava ao pé do rádio quando ainda o que vivia era uma miniatura de mim.
Bom de ouvir de novo!
domingo, 22 de junho de 2008
Don't...
Tenho medo
de carregar no botão errado e fazer tudo voltar atrás
porque ainda faziam sentido aquelas coisas....[as coisas]
já não sei que nome lhes chamar.
Tenho medo agora de ti,
só não consigo ir-me embora, não sei bem porquê
Só não me deixes ir...
e as coisas, essas....
são feitas de memórias que quase esqueci
não fosse a teimosia delas em voltar...
Não me deixes ir...agora que eu quero ficar.
[Tenho medo].
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Helden
A ouvir, que soa simplesmente bem. Todos os comentários à musica serão bem vindos.
terça-feira, 17 de junho de 2008
O Pôr do Sol é Mais Bonito...Aqui
Eram 3 da manhã, naquela dia.
Ergui a caneca e bebi, somente para matar a insónia que se levantava aqui ao pé de mim. Costumava nascer e agora, já nem morrer conseguía. E o dia? esse parecia-me apenas mais uma daquelas longas metragens sem graça nenhuma e cuja monocromia as faz parecer ainda mais enfadonhas.
Eram somente 3 da manhã, naquele dia e dessa hora nem rasto agora se via. Exagerados eram os contornos da noite que ficaram no meu rosto daquelas horas em que fingia que dormia, para que os pensamentos me deixassem em paz, afinal eles não são atraídos pela letargia.
E quando o dia estava no seu auge - O Fim -
Disseste-me que o pôr do sol era mais bonito aí e eu...acreditei em ti.
sábado, 14 de junho de 2008
Last of the Wilds
Little bird! O little bird!
I wonder at what thou doest,
Thou singing merry far from me,
I in sadness all alone!
Little bird! O little bird!
I wonder at how thou art
Thou high on the tips of branching boughs,
I on the ground a-creeping!
Little bird! O little bird!
Thou art music far away,
Like the tender croon of the mother loved
In the kindly sleep of death.
*Um poema Celta que tinha para aqui guardado, desconheço o autor, mas continuo a gostar do poema (Quem não o perceber sinta-se livre para perguntar). Acompanhado agora pela musica do álbum mais recente dos Nightwish e também uma das minhas preferidas.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
When a Blind Man Cries
Never said, never lied,
just right now, my tears became that dry.
(By Polvora)
terça-feira, 10 de junho de 2008
Lost
aquelas tempestades humanas que
mais tarde os silêncios vinham a encobrir.
E das saudades apenas fica a sensação de que não voltam
e se voltarem...eu não esqueci.
domingo, 8 de junho de 2008
Musica de Sempre...aqui...agora!
A ouvir simplesmente, para quem gostar. Quem não gostar aceitam-se reclamações também.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Palavras Desenhadas
Há palavras que se desenham. É como se o mais fino traço significasse não aquilo que entendemos mas aquilo que nunca pensamos. Palavras que devoram a caneta com tal pressa que não sabemos bem como acabam ou porque começaram e se achamos que se calam elas continuam a falar.
Emprestam-nos os seus sentimentos em troca do que sentimos e, na ilusão de querer decifrá-las ignoramos a sua complexidade e sem querer caímos no ridículo de pensar que é assim...quando era doutra maneira.
E quanto mais se desenham mais dizem sobre nós e o estranho disto tudo é saber que não estamos sós, que as palavras que são ditas ao nosso ouvido não somos nós que as dizemos para nosso auto-contentamento.
São palavras que o desenho afogou, porque perante ele já não são precisas. E deve ser então agora, que esticamos os braços e descansamos na areia sem mais nada para dizer nesta história de uma vida inteira.

*Fica um agradecimento a quem teve a paciência para me fazer o desenho! lol :P
quarta-feira, 4 de junho de 2008
O melhor que a escrita tem
Quem foi? O que foi?
O que somos?
Não há resposta. Passamos.
Não fomos. Éramos.
Outros pés, outras mãos,
outros olhos.
Mas aprendi muito mais
com a grande maré
das vidas, com a ternura
vista em milhares de olhos
que me viam ao mesmo tempo.
Pablo Neruda
terça-feira, 3 de junho de 2008
Gone
Fugi, juntei os pés e saltei depois
Mas ainda não caí no chão.
Já não me encontrei ali,
onde me tinha combinado
Fugir foi então um acto consagrado.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
High & Dry
Fica mais uma já com alguns aninhos, creio que seja de 95 ou 96 por aí, não me apetece ir confirmar isso agora, até porque as incertezas é que fazem o mundo girar...digo eu. A ouvir...digo eu também!
domingo, 1 de junho de 2008
Acampamento
Era tudo mar e mar, sabia ir mas não queria voltar. Ericeira aquele sitio ventoso, que deu lugar a um acampamento que teve de tudo. Foi de facto um encontro de estudantes de enfermagem engraçado! E desde já, uma especial saudação ao pessoal de chaves, que apesar de todo o barulho que faziam todos os dias por volta das 6 da manhã eram gente muito porreira, tenho pena de não ter encontrado o meu amigo de vila real, mas fica para a próxima afinal a gente era tanta que não podia encontrar todos.
Conferências, bebedeiras, charros (para quem os quisesse!), musica pimba que até doía de ouvir, carrinhos de choque que faziam hematomas daqueles porreiros que depois podíamos mostrar ao pessoal (e mesmo assim o pessoal ia lá!).
Os poucos dias de sol, passados a secar aquilo que a chuva tinha molhado (quase tudo) e aquelas massas que enjoei, comer pão com pão ao pequeno almoço...essa parte nem comento.
Coisas bonitas? O mar sem duvida, afinal estávamos numa das terras do surf. Sem descurar a cidade em si, que era simplesmente bonita com todas aquelas casinhas, a única coisa que me chateou foi de facto o preço das coisas, mas ainda deu para jantarmos todos fora.
Palavras como obstipação, escaldão, massas e fino, foram muito utilizadas, ao passo que outras como banho ainda que fossem ditas eram quase impossíveis de realizar excepto aquelas horas em que ninguém estava nas casas de banho, mas depois chocavam com as horas de dormir, se é que se pode chamar àquilo dormir.
Uma mais valia? Os companheiros de tenda, uma tenda de 3 que chegou a dar para 5 é obra de arte certamente. Enfim, outra saudação especial também para a minha colega e os meus dois colegas que partilharam a tenda comigo e que faziam das horas de sono algo impossivél tal era a vontade de falar e não deixar dormir os outros.
Um abraço especial ao pessoal que se dava ao trabalho de levantar de madrugada e abanar a tenda gritando "Alvorada", era de facto o que eu precisava naquela hora, nem sei como adivinharam!! (Se eu vos apanho!!!!!)
Pessoal da Guarda e do Porto, um especial obrigado pelas horas a que chegavam às tendas a proferir palavras que eu nunca ouvi na vida mas que só por si tinham graça!
A verdade é que sobrevivemos todos, divertimo-nos, mal dormimos, rogamos pragas à chuva, houveram dias em que demos por nós a jogar aos países dentro da tenda tal era a tempestade. Devíamos ter lançado os búzios antes de ir, evitávamos ter levado com chuva e vento maior parte dos dias.
E, o que trouxe eu para casa? Um mala oferecida pela organização do evento, uma pulseira, um tererê no cabelo, uma camisola preta com o simbolo do evento (bem Bonita!), um diploma de participação nas conferências, montes de roupa para lavar e uma experiência que vou recordar sempre.
Ultimo dia foi passado na casa da minha madrinha, na ericeira, "comida, cama e roupa lavada" foi um dia engraçado também.
Um abraço para todos, no final até valeu a pena e eu ainda não consegui digerir aquele concerto do Zé Cid...está-me atravessado algures entre o primeiro e o segundo neurónio e mais não digo!
Fica aqui, por fim, uma das musicas que se ouviram, abstenho-me de avaliar a musica:
E viva o ENEE!
domingo, 25 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
The Sunny Side of The Street
The Sunny Side of The Street!! Definitivamente a ouvir.
Bad Dream
Tive um pesadelo a noite passada, pela altura em que acordei, olhei e não vi nada. Estiquei a mão e agarrei a garrafa de água, que estava sentada junto à cama, bebi até a sede desaparecer, calcei as pantufas meio embalada pela rotina que era já o calça-las a arrestei-me até ao computador, não se passava lá nada, apenas aquela imagem de fundo com o melhor nascer do sol que encontrei, um caminho por entre as árvores e os primeiros raios de sol a aparecer. Foi por aí que deambulei, uma bela meia hora do meu tempo matinal…sentada em frente ao ecrã a decidir o que aquilo significava e a verdade é que não tinha nenhum significado abstracto como o que eu procurava, era apenas um nascer do sol igual a tantos outros num local diferente do mundo.
3 da manhã se bem me lembro, não ouvi barulho apenas o cheiro do meu quarto e liguei a televisão, raios como aquela explosão de luz me fez confusão aos olhos! Nem me dei ao trabalho de pôr as almofadas daquela maneira especial para evitar que bata com a cabeça na madeira da cama…encostei logo a cabeça e fiquei a olhar para o ecrã…nem consigo dizer o que estava a dar acho que nem o vi ao certo. Foi então que apaguei a luz e não vi nada, foi um pesadelo que tive a noite passada.
Just like in a bad dream i woke up
My nightmare began that time
While I was still colorblind and
All I could see was the heavy dark of night mixed with the few light
Someone lighted up outside.
Call me nuts if you want
But my nightmare began that night.
by Pólvora












