sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

In Utero

(When You Burn Inside, by NuclearSeasons, deviantart.com)


Já vi pessoas a morrerem de vida. Mundos complexos, só queria que fosses para o....ah! não sei se queria ou talvez o quisesse se isso me importasse!

É aquela sensação de viver ao lado daquilo que nunca se foi...e se eu crescesse e vivesse ali dentro, daquela coisa que não tenho memória [e ainda bem que não!], como seria fascinante continuar a ver o mundo dos teus olhos e achar que quando algo me batia eras tu a chamar-me à atenção e eu agradecia-te com um pontapé que, sem querer, te fazia gritar de dor.

Não foi escolha, se calhar não paguei a renda e puseram-me a andar. Não me lembro...mas chorei! Ah se chorei!

Incompleta. Não era perfeita a vida, mas a extravagância de viver in utero traz-me à lembrança que as coisas podem não acontecer como queremos, mas acontecem por uma razão...e se a razão não fosse metafisica e se a razão fosses tu?

domingo, 18 de janeiro de 2009

Insonia


É quando te abraço que me esqueço que não te conheço. Que reconheço que não guardei as coordenadas dessa outra dimensão, ainda nem sei se vives ou não [
"Achas que a vida foi...vida?"].
Dou-te a mão dos meus pensamentos, lamento se os achares esquisitos ou demasiado pequenos...

Acho que tudo isto acabou por ser algo como....coçar o rabo sem ter comichão! Papeis indefinidos que carecem sequer de alguma razão, engodos para a mente dos mais desinibidos...é assim que funciona a vida...que vivemos em coma.