Oxalá alguém vos venha libertar, se já nem nas vossas mãos [escravizadas para ajudar] podeis confiar.
Quebram-se os elos dessas correntes com que vos vistes amarrar, pelas lágrimas ácidas de tanta revolta que sobre elas chorais.
Silêncios que comunicais nessa linguagem absurda a que chamamos "calar" que do falar apenas difere na vida que me transmitem a mim, o vosso mestre.
Arranhais sem medo a pele do próximo fazendo-vos chegar àquele sitio onde vos disseram que eram bom ficar...ali...onde as correntes servem para enfeitar e desviar os olhos dos vossos ferimentos, apesar do cheiro a sangue ser já tão forte.
E queixam-se de não saber mais o que lamentar, senão aquelas memórias que as correntes não vos ajudam a contar, porque, como vós, não falam e duvido que o façam se não as ensinarem.
Escravos, nas mãos dos outros e nas vossas próprias mãos, ajoelhai esses joelhos macerados para que eu vos diagnostique a fraqueza que não identificais no meio de tantas maleitas que tendes.
Preocupa-me apenas que dessas vidas que outros vos incumbiram de cumprir, aceiteis as chagas que vos vendo em troca da alma com que vos fiquei [e que do valor da alma apenas fique a tristeza de nunca a ter tido].
Quebram-se os elos dessas correntes com que vos vistes amarrar, pelas lágrimas ácidas de tanta revolta que sobre elas chorais.
Silêncios que comunicais nessa linguagem absurda a que chamamos "calar" que do falar apenas difere na vida que me transmitem a mim, o vosso mestre.
Arranhais sem medo a pele do próximo fazendo-vos chegar àquele sitio onde vos disseram que eram bom ficar...ali...onde as correntes servem para enfeitar e desviar os olhos dos vossos ferimentos, apesar do cheiro a sangue ser já tão forte.
E queixam-se de não saber mais o que lamentar, senão aquelas memórias que as correntes não vos ajudam a contar, porque, como vós, não falam e duvido que o façam se não as ensinarem.
Escravos, nas mãos dos outros e nas vossas próprias mãos, ajoelhai esses joelhos macerados para que eu vos diagnostique a fraqueza que não identificais no meio de tantas maleitas que tendes.
Preocupa-me apenas que dessas vidas que outros vos incumbiram de cumprir, aceiteis as chagas que vos vendo em troca da alma com que vos fiquei [e que do valor da alma apenas fique a tristeza de nunca a ter tido].
I was lost like a slave that no man could free

1 comentário:
lindo texto!
obrigado pela visita.
beij
Enviar um comentário