As pedras começam a cair,
desmoronam o lugar em que assentava o coração,
com a idade a desfazer-se sem que possas acudir
a tua própria sombra soterrada
e uma última lembrança antes
de susteres a respiração.
Pores-te assim no silêncio
requer levitação, pureza, lábios de névoa.
Atravessas a água baixíssima
e as imagens começam a rodar nos dedos.
Levas as mãos à cara, procuras uma linha,
um traço antigo gravado pelo fogo.
Páras diante do total esquecimento.
É hora de bordar um outro movimento no espaço.
Levas a agulha à pele virgem e escreves
- Inicias o segredo.
* Bom estava a ler este poema ("Posição do silêncio") do Livro "IMO" de Vasco Gato e veio-me esta musica à cabeça...decidi então que ficavam bem as duas aqui no blog. Enjoy it!
2 comentários:
Olá Polvora, lindos esses versos, gostei muito.
beijos
João Costa Filho
Oii noossa me arrepiei com o post.
Parabéns.
BeijOS.
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