Era quase meia noite naquela rua, em todas as outras a hora era uma qualquer que não interessa mas ali era meia noite…havia daquela gente por todo o lado e ali estava eu, enganada talvez, não cheguei a perceber limitei-me a andar e aquele cheiro podre das sarjetas dava-me dores de cabeça era como se tudo aquilo gritasse, mas ninguém conseguísse ouvir e encostadas os postes de iluminação haviam pessoas como que a segura-los, talvez, para que não caíssem os postes e sobretudo elas próprias.
Dizia-se que aquela era a rua onde toda a gente alguma vez na vida teria que passar…e eu já lá passei tanta vez e nunca soube porque é que aquele lugar esquecido na esquina da 7th Street com a Bell Road (Phoenix, Arizona) fazia parte dos roteiros de “Places you must go to”.
- “The Grand Canyon State at it's best”, pensei; Cheguei ao ponto em que voltar para trás era ainda pior do que seguir em frente…se todos os caminhos iam dar a Roma aquele de certeza não era um deles, provérbio estúpido! Entrei no primeiro bar que vi e pedi a primeira coisa que consegui dizer Budweiser e foi enquanto bebia que reparei na multidão de pessoas que se refugiava naquele bar, com o mesmo propósito que eu? Não consegui perceber, entre gargalhadas o copo ia esvaziando e o fumo já me fazia arder os olhos, saí desesperadamente e então aquele ar de fora já não me pareceu tão encardido…
Eram 2 da manhã e estava na cama enquanto o vizinho do lado gritava uma data de palavrões que as paredes abafavam e faziam incompreensíveis…estava triste, adormeci, esqueci a rua e todas aquelas figuras esquisitas que a adornavam àquela hora, sempre pontuais...
“Home of the brave and land of the free…wonder if that can be”
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