sábado, 27 de setembro de 2008

Action



São muitas as palavras que não conseguem colmatar os buracos de insatisfação, seguidas pelos pensamentos vãos que deixaram ainda por pensar e que colidem talvez com a existência...com o porquê de estarmos aqui, ali...onde quer que seja. E as muitas relações assépticas que estabelecem connosco e lhes dão a importância que nunca tiveram senão na "terra do nunca" ou na cabeça de alguns (se é que se pode chamar àquilo cabeça).

Esgotam-se lágrimas, que agora quando caem já são devido a nada em concreto são apenas para alivio, ou para limpar os olhos da poeira de indecisões que um dia tivemos e tendemos a rir daquilo que um dia nos fez chorar, porque o humor é o tal antídoto social, o lubrificante da alma, aquilo que nos faz perder a razão e enveredar pelo prazer de estar disposto a ver as coisas de modo diferente quando olha-las dos olhos dos outros as distorcia e tornava feias, porque o tempo é infinito mas nós não gozamos da mesma propriedade (Excepto, talvez, o Highlander e o Pinto da Costa!).

Dizem que a ultima coisa que se perde é a orientação em nós próprios, seria isso perder a dignidade? viver ao lado de nós mesmos (talvez...). A vida são muito mais do que uma série de porquês, porque ninguém nunca lhes dá resposta (e isso sei eu), a vida são 7 dias de sol e escuridão, que se repetem até ter de deixar de ser e a sua essência está em nós (e um bocadinho nos outros).



1 comentário:

Anónimo disse...

Gostei da parte em que referes que agora apenas caem as lagrimas, por razao nenhuma.. que nos fazem sentir mais leves.. percebo.. :)