São feitos de gente simples, rostos que nunca ousas-te olhar, como decides tu o que deve seguir ou o que deve ficar? Pisco-te o olho e quando me viras as costas não tenho problema em soltar aquilo que calas todos os dias com esses teus pés ensanguentados de pisar. São facas, agulhas, pedaços de vidro que fiz estalar só para ter o prazer de te ver desistir de os calar.
Esqueci-me que és igual a mim, ainda que de mim te dissocie, esqueci-me que desistir não é algo que saibas soletrar.
Continuas a interromper-me cada vontade com a tua estranha forma de calar e, se por fim, ouso falar terá sido pela batalha que travei contigo me ter feito ganhar.
Querido ego, mais um dia; Vamos ceifar os pensamentos que me dão agonia esses sim podes até queimar. Por defeito ou somente teimosia, brinco com as decisões que tenho que tomar, enquanto vou afogando tudo o que tentas em mim arquivar.
Não é justo, que na falta de espaço queiras guardar os restos no meu coração, posso ver maldade quando te dou a mão, sinto que me cravas punhais e quando dou por mim estou erguida naquela cruz esculpida por tua vontade [a de quereres tudo].
É então que grito e me acordo sem querer, bato no peito e tu foges aflito para que não te veja a fazeres-me sofrer.
Até em sonhos [em sonhos, repito], quando tens tempo para vir lá do fundo, vens ao cheiro daquilo que ainda está vivo.
Esqueci-me que és igual a mim, ainda que de mim te dissocie, esqueci-me que desistir não é algo que saibas soletrar.
Continuas a interromper-me cada vontade com a tua estranha forma de calar e, se por fim, ouso falar terá sido pela batalha que travei contigo me ter feito ganhar.
Querido ego, mais um dia; Vamos ceifar os pensamentos que me dão agonia esses sim podes até queimar. Por defeito ou somente teimosia, brinco com as decisões que tenho que tomar, enquanto vou afogando tudo o que tentas em mim arquivar.
Não é justo, que na falta de espaço queiras guardar os restos no meu coração, posso ver maldade quando te dou a mão, sinto que me cravas punhais e quando dou por mim estou erguida naquela cruz esculpida por tua vontade [a de quereres tudo].
É então que grito e me acordo sem querer, bato no peito e tu foges aflito para que não te veja a fazeres-me sofrer.
Até em sonhos [em sonhos, repito], quando tens tempo para vir lá do fundo, vens ao cheiro daquilo que ainda está vivo.
I'm living in the present future as they say no wonder i don't wanna stay.
*Texto escrito um pouco à pressa no autocarro quando vinha de mais um dia de estágio, mais ou menos no inicio deste ano.

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